domingo, 4 de novembro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Querer ser o último sendo o primeiro
Como compreender esta
palavra do Senhor que está em Mc 9, 29-36. Talvez a falta de entendimento nos leve
a compreender de forma deturpada o contexto expresso por Jesus aos seus
discípulos. A vontade do Senhor deve ser na nossa vida o ato primordial, que
nos conduz ao reconhecimento de nossa humildade perante as nossas vontades,
fruto da humanidade que habita em nós.
O Senhor nos mostra a
realidade de se colocar numa atitude de reconhecimento, de que quando o nosso
egoísmo sobressair, devemos curvar a nossa humanidade para que a sua divindade
vença a fraqueza que nos conduz a querer ser o primeiro. É necessário que eu
diminua para que ele cresça.
Ser o último é dizer a
Deus que nada na vida tem mais sentido do que a Sua vontade em nós. É perceber
que o meu egoísmo me torna o centro das atenções e que é preciso ser o último
para que Aquele que deve ser o primeiro seja Tudo em todos.
Devo ser o primeiro, mas
a reconhecer que devo ser o último. E é no final de tudo que enxergamos os
frutos da nossa obediência a Palavra de Deus. É Jesus o modelo essencial de atitude
e obediência, e foi exatamente o Senhor que mostrou a toda humanidade, com seu
gesto de amor sendo o primeiro a amar e servir, para que por último a
humanidade enxergasse o seu testemunho, frutos de sua doação.
Jesus mostra que as
nossas atitudes deverão ser em favor dos outros e não em benefício próprio à
custa do outros. Quem bem serve aos irmãos, se torna grande e torna os outros
grandes também.
Como nos diz São Pio da
Pietrelcina: "O
verdadeiro servo de Deus é aquele que usa a caridade para com seu próximo, que
está decidido a fazer a vontade de Deus a todo custo, que vive em profunda
humildade e simplicidade".
Sem. Fábio Calisto
domingo, 21 de outubro de 2012
Como um jovem poderá ter vida pura (SL 119,9)?
Quando nos
referimos ao Sexto Mandamento, não pecar contra a castidade, há uma tendência,
equivocada, de reduzir a castidade à prática sexual. Ora, a sexualidade, dentro
do matrimônio, vivida no amor, entre um homem e uma mulher, é dom de Deus (GN
2, 24). Portanto, não é impura. Ser casto é, antes de tudo, ser puro.
Assim sendo, há muitos que têm uma
vida sexual ativa e são castos – casais devidamente casados que buscam viver a
santidade do Matrimônio – e muitos que, embora solteiros, não o são, pois em
seu coração só há maldade. “Bem aventurados os puros de coração porque verão a
Deus” (MT 5,8).
Todavia, se, por um lado, a
castidade não se reduz à vida sexual, por outro, esta constitui um elemento
importante da pureza interior.
Vivemos em uma sociedade erotizada.
Os meios de comunicação têm sido um incentivo à precoce iniciação sexual. Não
raro, nossas crianças são vestidas, por seus pais, como meretrizes. Tudo tem
seu tempo. Não se pode queimar etapas. Que as crianças vivam como crianças e
que os jovens entendam que sexo é apenas um aspecto da vida humana e não aquilo
que a orienta plenamente.
Essa conjuntura tem levado os jovens
ao sexo pelo sexo. A outra pessoa é só um objeto do seu prazer. E pior, um objeto
descartável: usa-se e joga-se fora. É como um produto na prateleira do
supermercado: você paga por ele e faz o que quiser.
Confrontando com a palavra de Deus,
isso é uma aberração. O ser humano não é coisa, “é imagem e semelhança de Deus”
(GN 1, 26). Qualquer ação que negue essa verdade é impura.
E como os jovens podem fugir desse
paradigma? Desvendando a Palavra de Deus, ensina-nos o salmista (SL 119,9).
A Palavra de Deus transforma os
corações, dá uma boa consciência; ilumina os que estão nas trevas e levanta os
caídos. Que Os Jovens redescubram a alegria de celebrar Deus de coração reto
(SL 119,7)!
O Sexo, quando vivido, dentro do
Santo Matrimônio, como sinal de comunhão, de entrega total ao outro, cujo outro
você quer fazer feliz e não apenas procurar a própria felicidade, é um caminho
de salvação. Mas, quando faz do outro apenas um objeto de prazer, é um caminho
certo de impureza e perdição.
Que Deus os ajude a perseverar na
escuta e vivência da Palavra de Deus, para que sejam todos santos, realidade
para a qual Deus os chamou desde toda a eternidade.
Sem.
Roberto Domingos
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